Montevideo -Colonia del Sacramento - Buenos Ayres - San Vicente:
Montevideo me surpreendeu. Imaginava uma cidade decadente mas não foi essa a impressão que tive. Não é superverticalizada, mas tem imponência nas suas ruas, predios e monumentos. Há varios carros velhos mas não muito mais que noutras partes da américa latina. Como geralmente acontece perto de cidades grandes, não há camping, passei até quase meia noite procurando um e tive que dormir num hotelzinho numa cidade um perto de lá. O engraçado foi o dono no outro dia comentou.
- Ontem eu e meu irmão vimos o Sr. na Av. Italia em Montevideo e comentamos que o Sr.deveria estar fazendo uma longa viagem pelas américas. Fiquei surpreso quando cheguei aqui no hotel e vi seu carro no estacionamento.
Em Montevideo procurei o endereço que me deram em Rivera (Uruguay) onde encontraria o radio YAESU. Ao chegar no endereço parecia mais um bordel. Desisti e rumei para Colonia para ir a Argentina. Cheguei por volta das 13:00 mas na balse só tinha lugar para o carro as 14:15, ao preço de 190 dólares! Fazer o que, né? Comprei a passagem e esperei. A internet próxima estava fechada, a cidade não tem muitos atrativos. Bom, atravessei. A balsa é um luxo só, tem até free shopping.
Desembarquei em Buenos ayres e rumei direto para fora da cidade em busca de um Camping na direção de Mar del Plata. Achei em San Vicente. Tinha um particular por 50 pesos, mas achei um municipal por 17. Armei a barraca dentro de um bosque e fui brindado com uma belissima lua cheia no meio das árvores.
San Vicente-Bahia Blanca
- Ontem eu e meu irmão vimos o Sr. na Av. Italia em Montevideo e comentamos que o Sr.deveria estar fazendo uma longa viagem pelas américas. Fiquei surpreso quando cheguei aqui no hotel e vi seu carro no estacionamento.
Em Montevideo procurei o endereço que me deram em Rivera (Uruguay) onde encontraria o radio YAESU. Ao chegar no endereço parecia mais um bordel. Desisti e rumei para Colonia para ir a Argentina. Cheguei por volta das 13:00 mas na balse só tinha lugar para o carro as 14:15, ao preço de 190 dólares! Fazer o que, né? Comprei a passagem e esperei. A internet próxima estava fechada, a cidade não tem muitos atrativos. Bom, atravessei. A balsa é um luxo só, tem até free shopping.
Desembarquei em Buenos ayres e rumei direto para fora da cidade em busca de um Camping na direção de Mar del Plata. Achei em San Vicente. Tinha um particular por 50 pesos, mas achei um municipal por 17. Armei a barraca dentro de um bosque e fui brindado com uma belissima lua cheia no meio das árvores.
San Vicente-Bahia Blanca
Quando armei a barraca notei que o chão estava esturricado de tão sêco. Certamente fazia muito tempo que não chovia por alí. O vento também estava fraco e pensei até de armar a barraquinha sem sobreteto. Ainda bem que armei a nova pois amanheci debaixo de chuva. Não estava preparado para isso: o que um campista faz quando está chovendo e ele quer desarmar a barraca e ir embora? Esperei um pouco, a chuva virou chuvisco, desarmei, amontoei tudo no carro e "piquei a burra". Ao passar numa esquiva uns "boyzinhos" apontaram para o farol. Não acreditei, uma lâmpada queimada. No Chile, Uruguay e Argentina só se trafega nas rodovias com luzes acesas. Demorei para fazer a troca. Quando você abre o cauz da Land Rover com motor Puma você não acha espaço ara entrar nem pensamento. Demorei para descobrir para trocar a lâmpada é tudo or fora. Só que ela ficou feito gato com os olhos de cores diferentes: um branco xenon e outro amarelo incandescente. Pelo tempo perdido da chuva+lâmpada decidir não passar mais em Mar del Pplata e rumei para Bahia Blanca. A paisagem é monótona, a imensa planicie dos pampas. De repente uma plaquinha
- Meu Deus, 2.724Km, será que aguento?
- Gueeeennnnnnta, vamos em frente!
O GPS me indicou 3 campings em Bahia Blanca. No primeiro cheguei no local marcado mas não vi nenhum camping por perto. Rumei então para o camping municipal. Era do lado de um lixão e só tinha um senhor lavando o carro. Disse:
-É de graça, não paga nada, escolha onde quer armar a barraca.
Desconfiei, se não pago não tem vigia nem nada. Procurei o terceiro, era em Punta Alta a 20Km de lá. Quando já tava chegando perto do waypoint vi uma guarita e pensei: é fria! Saiu um fuzileiro naval, ainda bem que muito simpatico, e eu fui logo dizendo:
- Foi o GPS que me mandou prá cá.
Ele disse que o camping era depois da base navval mas que eu tinha que "arrudiar". Pelo adiantado da hora desisti e peguei um hotelzinho. Uma das rececionistas estudava português.
Bahia Blanca - Puerto Piramides (Peninsula Valdes)
- Meu Deus, 2.724Km, será que aguento?
- Gueeeennnnnnta, vamos em frente!
O GPS me indicou 3 campings em Bahia Blanca. No primeiro cheguei no local marcado mas não vi nenhum camping por perto. Rumei então para o camping municipal. Era do lado de um lixão e só tinha um senhor lavando o carro. Disse:
-É de graça, não paga nada, escolha onde quer armar a barraca.
Desconfiei, se não pago não tem vigia nem nada. Procurei o terceiro, era em Punta Alta a 20Km de lá. Quando já tava chegando perto do waypoint vi uma guarita e pensei: é fria! Saiu um fuzileiro naval, ainda bem que muito simpatico, e eu fui logo dizendo:
- Foi o GPS que me mandou prá cá.
Ele disse que o camping era depois da base navval mas que eu tinha que "arrudiar". Pelo adiantado da hora desisti e peguei um hotelzinho. Uma das rececionistas estudava português.
Bahia Blanca - Puerto Piramides (Peninsula Valdes)
Acordei excitado com a possibilidade de conhecer a Peninsula Valdes. Paga-se 45 pesos para entrar na peninsula. Há um povoado chamado Puerto Piramide que tem combustivel e camping municipal. Abasteci pensando em pagar como visa mas não foi denegada a permissão. Estou com poucos pesos. Fui ao camping: 20 pesos a diaria e 10 pesos o banho (la ducha) que só funciona das 19 às 23 horas, e só pode durar 3 minutos. Camping cheio, rodei, rodei e só havia lugar disonível ao lado de uns hippies. Esperei um pouco analisando a situação enquanto olhava um belissimo por do sol
Bom, vi crianças com eles e topei. Comecei a tirar as coisas do carro quando passou um e disse num portugues com forte sotaque:
- Você veio de João Pessoa na Paraíba?
Quase caio prá trás, chegar num lugar deste perdido e achar um hippie argentino falando português! O Marcelo mora em Itapetininga, tem uma filhinha brasileira e todos os anos vem reforçar o caixa por aqui. Armei a barraca ao som de Raul Seixas vindo do rancho deles. Nesta noite jantei uma deliciosa paella com a galera tomando vinho argentino e curtindo altos papos.
No dia seguinte convidei alguns para ir comigo conhecer a peninsula, são quase 300Km para percorrer tudo. Fomos eu, o Tommy, sua mulher Flávia, a Natalia e a linda Manuela.
Na peninsula tem altas falésias com lebres, guanacos, carneiros e tatús.
E lá embaixo lobos e elefantes marinhos além de infinitas colonias de pinguins.
Na península há a Caleta Valdez, um canal de água salgada cuja beleza é indescritível.
Indescritível e irresistível. Paramos num mirante, ignoramos a placa de proibição e fomos ver de perto um bando de pinguins e um elefante marinho. O chão é coberto por deliciosas pedrinhas.
A música que elas produzem ao serem pisadas é indescritível. Estávamos neste transe com a natureza quando soou um apito. Uma policial muito viva de longe nos acenava, e pela cara dela eu ví que não gostava. Pediu a máquina de Natalia, apagou todas as fotos e me chamou para perto da placa com o dedinho em riste, esfregando no meu nariz, e berrou apontando para a placa:
- Leia aqui,o que diz? Don't down to the beach!
- Isso é inglês, senhora, não sei inglês.
- Então leia aqui: No bajar a la playa.
- É espanhol senhora, também não sei.
- Você está vendo alguem na praia?
- Não senhora.
- Então você tem duas escolhas: ou eu lhes multo ou saem da peninsula agora mesmo, escoltados por mim.
- Preferimos sair, senhora.
E num é que a danadinha nos acompanhou até a estrada para Puerto Piramides!
Já que os encantos do lugar não poderiam mais ser visitados resolvi continuar viagem.
Conversa vai, conversa vem, ofereci carona até Rio Gallegos para Tommy e Flávia. Todos alojados partimos. Os hippies entram no camping por trás e não pagam a diária. Quando o fiscal vem ganham um brinco ou uma pulseira como recompensa para não cobrar. Para entrar na peninsula Tommy e Flavia passaram pela fiscalização dormindo. Marcelo pagou a entrada deles como Argentinos, o valor baixa de 45 para 14 pesos. Vou logo adiantando que nos três dias que passamos juntos, fora esta esperteza, nunca vi casal mais honesto na divisão de despesas e no cuidado com o pertence dos outros.
Bom, vi crianças com eles e topei. Comecei a tirar as coisas do carro quando passou um e disse num portugues com forte sotaque:
- Você veio de João Pessoa na Paraíba?
Quase caio prá trás, chegar num lugar deste perdido e achar um hippie argentino falando português! O Marcelo mora em Itapetininga, tem uma filhinha brasileira e todos os anos vem reforçar o caixa por aqui. Armei a barraca ao som de Raul Seixas vindo do rancho deles. Nesta noite jantei uma deliciosa paella com a galera tomando vinho argentino e curtindo altos papos.
No dia seguinte convidei alguns para ir comigo conhecer a peninsula, são quase 300Km para percorrer tudo. Fomos eu, o Tommy, sua mulher Flávia, a Natalia e a linda Manuela.
Na peninsula tem altas falésias com lebres, guanacos, carneiros e tatús.
E lá embaixo lobos e elefantes marinhos além de infinitas colonias de pinguins.
Na península há a Caleta Valdez, um canal de água salgada cuja beleza é indescritível.
Indescritível e irresistível. Paramos num mirante, ignoramos a placa de proibição e fomos ver de perto um bando de pinguins e um elefante marinho. O chão é coberto por deliciosas pedrinhas.
A música que elas produzem ao serem pisadas é indescritível. Estávamos neste transe com a natureza quando soou um apito. Uma policial muito viva de longe nos acenava, e pela cara dela eu ví que não gostava. Pediu a máquina de Natalia, apagou todas as fotos e me chamou para perto da placa com o dedinho em riste, esfregando no meu nariz, e berrou apontando para a placa:
- Leia aqui,o que diz? Don't down to the beach!
- Isso é inglês, senhora, não sei inglês.
- Então leia aqui: No bajar a la playa.
- É espanhol senhora, também não sei.
- Você está vendo alguem na praia?
- Não senhora.
- Então você tem duas escolhas: ou eu lhes multo ou saem da peninsula agora mesmo, escoltados por mim.
- Preferimos sair, senhora.
E num é que a danadinha nos acompanhou até a estrada para Puerto Piramides!
Já que os encantos do lugar não poderiam mais ser visitados resolvi continuar viagem.
Conversa vai, conversa vem, ofereci carona até Rio Gallegos para Tommy e Flávia. Todos alojados partimos. Os hippies entram no camping por trás e não pagam a diária. Quando o fiscal vem ganham um brinco ou uma pulseira como recompensa para não cobrar. Para entrar na peninsula Tommy e Flavia passaram pela fiscalização dormindo. Marcelo pagou a entrada deles como Argentinos, o valor baixa de 45 para 14 pesos. Vou logo adiantando que nos três dias que passamos juntos, fora esta esperteza, nunca vi casal mais honesto na divisão de despesas e no cuidado com o pertence dos outros.
Puerto Piramides - Camerones
Meu planejamento previa que depois da Peninsula iriamos para Comodoro Rivadavia. Tommy havia ouvido falar de Punta Tombo como um lugar bonito com uma colonia imensa de pinguim. Resolvi mudar o roteiro. Pegamos uma longa estrada de ripel e cerca de dez horas da noite chegamos numa porteira. Correu um guarda gordinho e grosso:
- O parque esta cerrado.
- Nós queremos ir até a cidade e acampar.
- Acampar, cidade? Aqui só tem cidade de pinguins, não mora ninguem.
- Podemos acampar por aqui?
- Não, tem que voltar para Trelew.
- Trelew, Senhor, é muito longe.
- Para Trelew sim.
Na saida vimos alguns pinguins atravessando a estrada. Resolvemos, ao inves de voltar para Trelew, seguir, por uma estrada de ripel até Camarones. Estradinha provincial, não passava ninguem. Após horas rodando vimos uma fogueira perto da estrada. Cremos que era alguem assanado uma das enormes lebres da patagônia que é abundante na região e cruzam correndo a estrada a todo momento. Não tivemos coragem de parar para checar. No caminho havia muitos mata-burros. Num deles, enquanto eu me distraia olhando o GPS, Tommy gritou:
-Pára, pára, pára, tem uma corrente na estrada.
Olhei apavorado e realmente tinha algo preto atravessando a estrada. Pela velocidade e pela cobertura instável de ripel jamais conseguiria parar. Me preparei para o choque mas, para nosso alivio, era uma faixa de plástico negro. Até hoje não entendi o porque daquilo. De vez em quando viamos as luzes de uma cidade no horizonte, mas logo sumia. Chegamos a Camarones depois da meia noite. Pensavamos: como achar o camping? Se achar estará aberto? Bom, encontramos um bando de jovens no meio da rua que nos indicaram o camping municipal lá na beira da praia, pertinho do centro da cidade. O pessoal da portaria estava acordado e foi muito gentil. Ainda tivemos forças para fazer uma macarronada que nos serviu de almoço e jantar. Amei a cidade de cara. É muito bem cuidada.
E é a capital argentina do Salmão.
No final de semana seguinte haveria o Campeonato Nacional de Pesca do Salmão. Já começava a chegar pescadores. No dia seguinte resolvi fazer um neutralizado e passar mais um dia tentando atualizar as coisas, lavando roupas e curtindo um lugar calmo.
Sempre que Tommy e Flavia paravam num canto puxavam logo os paineis para expor.
E num é que logo as pessoas se aproximavam e compravam! Uma única familia que estava acampada comprou de uma tacada sá 150 pesos. Mesmo quando iam ao mercadinho levavam seus painéis debaixo do baço (eu disse a ele que ia botar na legenda desta foto - "Hippie vai às compras")
Às vezes conseguiam fazer um rolo, principalmente quando eram mulheres que estavam no balcão e no caixa. O trabalho deles é muito bem feito.
Já uma outra familia, composta de marido, mulher e filho adolescente, nos adotou.
Semre atentos a tudo que precisássemos. No almoço nos deram um delicioso camarão gigante com maionese, maçã e um bando de coisas maravilhosas. Nos passaram centenas de informações sobre camings, lugares, etc... No final presentearam Flávia com uma jaqueta pois notaram que ela morria de frio. Na verdade trocaram por brincos de volta pois Tommy e Flávia são muito conscientes. Mesmo no almoço o casal ganhou um lindo pingente para colocar no carro. A última noite foi de vento fortissimo. Quebrou um pouco uma das varetas de armação da barraca. Pensei que tudo ia pelos ares. Tommy e Fávia passaram maus momentos nesta noite.
Camerones - Rio Gallegos
- O parque esta cerrado.
- Nós queremos ir até a cidade e acampar.
- Acampar, cidade? Aqui só tem cidade de pinguins, não mora ninguem.
- Podemos acampar por aqui?
- Não, tem que voltar para Trelew.
- Trelew, Senhor, é muito longe.
- Para Trelew sim.
Na saida vimos alguns pinguins atravessando a estrada. Resolvemos, ao inves de voltar para Trelew, seguir, por uma estrada de ripel até Camarones. Estradinha provincial, não passava ninguem. Após horas rodando vimos uma fogueira perto da estrada. Cremos que era alguem assanado uma das enormes lebres da patagônia que é abundante na região e cruzam correndo a estrada a todo momento. Não tivemos coragem de parar para checar. No caminho havia muitos mata-burros. Num deles, enquanto eu me distraia olhando o GPS, Tommy gritou:
-Pára, pára, pára, tem uma corrente na estrada.
Olhei apavorado e realmente tinha algo preto atravessando a estrada. Pela velocidade e pela cobertura instável de ripel jamais conseguiria parar. Me preparei para o choque mas, para nosso alivio, era uma faixa de plástico negro. Até hoje não entendi o porque daquilo. De vez em quando viamos as luzes de uma cidade no horizonte, mas logo sumia. Chegamos a Camarones depois da meia noite. Pensavamos: como achar o camping? Se achar estará aberto? Bom, encontramos um bando de jovens no meio da rua que nos indicaram o camping municipal lá na beira da praia, pertinho do centro da cidade. O pessoal da portaria estava acordado e foi muito gentil. Ainda tivemos forças para fazer uma macarronada que nos serviu de almoço e jantar. Amei a cidade de cara. É muito bem cuidada.
E é a capital argentina do Salmão.
No final de semana seguinte haveria o Campeonato Nacional de Pesca do Salmão. Já começava a chegar pescadores. No dia seguinte resolvi fazer um neutralizado e passar mais um dia tentando atualizar as coisas, lavando roupas e curtindo um lugar calmo.
Sempre que Tommy e Flavia paravam num canto puxavam logo os paineis para expor.
E num é que logo as pessoas se aproximavam e compravam! Uma única familia que estava acampada comprou de uma tacada sá 150 pesos. Mesmo quando iam ao mercadinho levavam seus painéis debaixo do baço (eu disse a ele que ia botar na legenda desta foto - "Hippie vai às compras")
Às vezes conseguiam fazer um rolo, principalmente quando eram mulheres que estavam no balcão e no caixa. O trabalho deles é muito bem feito.
Já uma outra familia, composta de marido, mulher e filho adolescente, nos adotou.
Semre atentos a tudo que precisássemos. No almoço nos deram um delicioso camarão gigante com maionese, maçã e um bando de coisas maravilhosas. Nos passaram centenas de informações sobre camings, lugares, etc... No final presentearam Flávia com uma jaqueta pois notaram que ela morria de frio. Na verdade trocaram por brincos de volta pois Tommy e Flávia são muito conscientes. Mesmo no almoço o casal ganhou um lindo pingente para colocar no carro. A última noite foi de vento fortissimo. Quebrou um pouco uma das varetas de armação da barraca. Pensei que tudo ia pelos ares. Tommy e Fávia passaram maus momentos nesta noite.
Camerones - Rio Gallegos
Saimos de manhã cêdo com saudades. Decidi tirar direto para Rio Gallegos para não atrasar muito em relação ao planejado. Tommy aproveitou a viagem e mesmo dentro do carro fez mais de trinta pulseiras. Eles recisam levantar grana pois precisam ir de avião de Rio Gallegos para Ushuaia pois a Vigilância Sanitária Chilena não deixa passar sementes, plumas e outros materiasi básicos do artesanato deles. Em Comodoro Rivadávia almoçamos um galeto com pão e salada russa em plena praça pública.
Eles dizem que eu agora sou um hippie estagiário. O frio é grande, Chegamos em Rio Gallegos à noite e achamos um camping por indicação do GPS. Jantamos o resto do galeto com batida feita com caninha 51 que compramos em Comodoro Rivadávia. A noite foi fria mas Tommy e Flávia já sofreram menos pois estavam inaugurando sacos de dormir adequados para -10ºC. Antes de viajar dei uma voltinha na cidade para eles se localizarem melhor e me despedi com um aperto no coração: a cidade me pareceu muito careta.
Rio Gallegos - Ushuaia
Eles dizem que eu agora sou um hippie estagiário. O frio é grande, Chegamos em Rio Gallegos à noite e achamos um camping por indicação do GPS. Jantamos o resto do galeto com batida feita com caninha 51 que compramos em Comodoro Rivadávia. A noite foi fria mas Tommy e Flávia já sofreram menos pois estavam inaugurando sacos de dormir adequados para -10ºC. Antes de viajar dei uma voltinha na cidade para eles se localizarem melhor e me despedi com um aperto no coração: a cidade me pareceu muito careta.
Rio Gallegos - Ushuaia
Estou só na estrada de novo. As aduanas argentina e chilena funcionam no mesmo prédio mas em salas diferentes. São duas filas no lado Argentino e três filas no lado Chileno. Dá umas duas horas no todo para passar. Depois vem a balsa a um custo de 13.900,00 pesos chilenos. Até uns 30 Km depois da balsa a estrada é pavimentada. Depois são quase 200 Km de uma miseral estrada de ripel, cheia de buracos, caminhões e ônibus jogando pedras e poeira na gente. Uma pedra atingiu fortemente Anastazia quase quebrando o para-brisas. Novamente aduanas. Desta vez são separadas por alguns quilometros. Mais umas duas horas no todo. A felicidade é que depois da aduana argentina e Ruta 3 é toda asfaltada. Me surpreendi e me decepcionei com a paisagem: continua aquele pampa irritante.
Isto dura até uns 70 Km antes de Ushuaia. Depois daí começam a aparecer florestas, lagos e cumes nevados.
Isto dura até uns 70 Km antes de Ushuaia. Depois daí começam a aparecer florestas, lagos e cumes nevados.






Caleta Valdez que lugar maravilhoso. Um verdadeiro paraíso.
ResponderExcluirbjos
Lindas fotos... adorei!!
ResponderExcluirRute