No dia seguinte, ao abastecer, antes de sair da cidade, a cena que tem se repetido várias vezes: um casal se aproxima olhando Anastazia Bebeya. Conversamos e eles dizem que conheceram João Pessoa. Muito simpáticos, educados e atenciosos.
Meu destino seria El Chaltén olha o Fitz Roy, recomendado como o similar argentino das Torres del Paine. Ainda todo dolorido da escalada anterior, quase que desisto. Afinal, uma das melhores maneiras de admira-lo é uma escalada de dois dias, o primeiro com equipamentos de camping nas costas e uma dormida nas alturas. Só em pensar nisso minhas pernas gemiam. Confesso que passei direto da entrada mas, pensando melhor, resolvi voltar. No caminho mais lagoas.
Acho que estou me cansando de ver tantas lagoas azuis, de ver rios azuis
e também de charmosas granjas pequenas e isoladas
O tempo estava ótimo. Foi só chegar perto de El Chaltén que a chuva começou. Entrei na cidade sem ver nada de torres. Fui no centro de visitantes do parque mas eles não tinham uma boa previsão do tempo, há dias que por lá estava assim.
Após um bombeiro, que mais parecia um astronauta, abastecer Anastazia, pensei em seguir em frente. Mas estava ventando muito forte, daqueles de balançar o carro, e resolvi dormir num albergue. Resultado, o dia amanheceu lindo.
Consegui chegar ao mirante dos condores. O Fitz Roy estava lá com toda sua imponência
Deixei a cidadezinha com saudades. É um minúsculo centro de trecking e de escalada

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