Após o banho que não pude tomar ontem por falta de água quente, e do minúsculo café padrão dos nossos hermanos de língua espanhola, resolvi ir até Tortel conhecer a famosa cidade sobre palafitas. Na ida dei carona a um israelense. Há oito meses que o cara viaja de carona pela América do Sul. Conversamos bastante. O serviço militar em Israel dura três anos para homens e dois para mulheres. Eles recebem o equivalente a R$ 300,00 or mês.
Em Tortel não entram carros, ficam fora da cidade e você caminha por passarelas
Algo me persegue. Ultimamente todos os locais que visito é um tal de subir e descer!
Olha só que lindo, Ana, aquilo colorido lá em baixo é a biblioteca pública.
Com internet grátis e tudo mais
Homenagem aos antigos habitantes
Até as praças são sobre palafitas
É claro que, num lugar assim, com montanhas, árvores, lagos, sempre você se defronta com vistas belíssimas
Quando ia me preparando para ir embora apareceu essta turminha aí pedindo carona.
Na verdade a carona é só prá quatro. A da frente é uma enfermeira que estava cuidando da mão de uma das moças que havia se queimado. Mas quatro pessoas é muita gente para a desarrumação que o carro está. Mas a simpatia do grupo me conquistou.
Vamos bagunçar ainda mais a desarrumação, mas vamos lá.
A Natasha Caro é desenhista industrial,o Mario Méndez é desenhista artistico, o Jonathan Jara é tradutor de inglês e a Daniela Guzmán é estudante de direito. Foram conversas intermináveis, informações sobre as represas que querem construir, melhores locais para belas fotos, etc...
De repente a Daniela pergunta se eu estive em Puerto Madryn, na Argentina, há alguns dias atrás. Pois num é que ela viu Anastazia Bebeya por lá!
Deus me deu de presente esta belíssima viagem repleta de bons momentos e de paisagens maravilhosas. Mas alguns momentos especiais o Senhor confeitou no capricho. Vejam só o que aconteceu: ao chegar de volta a Cochrane pedi aos novos amigos chilenos que me ajudassem a contactar a companhia que opera a balsa que faz a travesia de Chacabuco a Chiloé. Sei que se eu usasse o telefone seria um desastre. Pessoalmente tem mímica, etc... Mas pelo telefone ninguem iria me entender. Durante os telefonemas o Jonatah nota que estou sem um bom mapa e me leva até o quiosque da secretaria de turismo. Passando os olhos pelas paredes sinto-me atraído por um adesivo em especial. Tirei os olhos, mas uma forte atração me levava sempre para a mesma direção. Algo como se o subconsciente insistisse com o consciente ordenando: olha para alí, olha para alí, ... Gelei, marejei os olhos, bambeei as pernas. Olha só o que eu encontro
Alguem sabem quem é? Todo jipeiro “cruzeirista” tem obrigação de saber. Aproveitem e consultem o site desta doce, corajosa e heroina vovozinha. Confesso a vocês que todas as vezes que fazia xixi ao relento, sob o forte vento patagônico, me lembrava dela relatando que certa vez uma forte rajada levou o xixi dela ao seu rosto. Noutra vez ela teve que interromper pois o Troller estava indo embora levado pelo vento. A moça que atendia lembrou-se dela que passou por aí há pelo menos dez anos atrás. Gente, aquilo hoje é um fim de mundo! Estradas péssimas, abismos, tempestades, isolamento. Imaginem como era há dez anos trás quando esta corajosa vovozinha passou por lá.
Deixei-os, triste, perto de Puerto Tranquilo. Lá dormi no Camping Bella Vista. Mas uma vez problemas de aquecimento dágua me deixou sem banho. Tou virando um “cascãozinho”.
O orgulho do lugar são as “Catedrais de Mármore” – cavernas que o lago esculpiu em enormes blocos de puro mármore.


Que emoção capitão! encontrar o adesivo de Heloisa Cunha (Vovó do milênio)
ResponderExcluirVocê é um cascãozinho muito cheiroso!!!
bjinhos