Me lembrei do Caco Antibis. Meu longo pit-stop em Porto Alegre foi só para fazer a revisão de 60.000Km. Como não há camping na cidade fiquei num hotel, como preciso economizar, fiquei num hotel bem simples perto da rodoviária.
Diária pequena, perto do centro, bem servido de linhas de ônibus e até de metrô. Como eu sei que ninguém que lê este blog conhece a Rodoviária de Porto Alegre (a maioria, na verdade, não conhece rodoviária alguma – só aeroportos) vou mostrar uma coisa interessante: ela tem um “viaduto” internamente, os ônibus passam por cima da gente.
Continuemos: na portaria do tal hotel indaguei por um depósito para guardar as tralhas, pois precisava desocupar o carro para dar uma boa lavagem e também para secar o carpete que estava molhado e deixando tudo (inclusive eu) fedendo a mofo.
O cara falou:
- Sem problema, pode guardar no quarto, eu te boto num quarto com duas camas de solteiro e tu usas uma delas para amontoar teus trecos. - Ótimo, cadê o carrinho?
- Não tem.- Mas tem alguém prá ajudar?
- Também não. O hotel vizinho tem carrinho e gente prá ajudar, mas custa o triplo.
Resultado óbvio, né? Carreguei tudo nas costas. Olha só o quarto.
Dá pra ver o tamanho do banheiro, né? Era tão pequeno que eu só conseguia enxugar três peças de cada vez. (Aninha de Deus, por que eu não consigo deixar a roupa com aquele cheirinho bom que nem você deixa?). Isso parece coisa de velejador.
Enquanto a roupa enxugava vamos então conhecer a cidade. O tour histórico está suspenso pois a principal rua do roteiro está interditada. Vamos então ao Forum Mundial Social, na sua décima edição.
Caminhei do Hotel até a Usina do Gasômetro). Passei pelo mercado central (acho que somente eu e os Schurmann entendemos a importancia de um mercado público).
Na Usina pude assistir ao belo por do sol no Lago Guaiba (deixou de ser rio, descobriram que os índios tinham razão – Guaiba quer dizer encontro das águas – ele é um lago que recebe água de sete rios e não tem correnteza). Aproveitei e tirei foto com uma baixinha simpática que cantarolava por lá.
Alguns gaúchos usam as margens do lago para pescar.
Outros colocam o carro perto da “praia”, sentam no chão e haja prosa e chimarrão. Lembram um pouco os chilenos e os argentinos que sabem curtir muito bem suas áreas verdes.
Por do sol, rio, graminha verde ... hummmmmm, dá vontade de fazer o que? Isto mesmo N-A-M-O-R-A-R ... (Aninha cadê tu numa hora dessas, muié?)
Já aqueles que crêem se batizam na sua fé.
Indiferente a tudo o sol continua a dar seu showzinho particular. Olha que coisa mais linda. (acho que o sol é a salvação dos fotógrafos medíocres: basta clicar que a natureza faz o resto com perfeição)
Ô meu Deus, outra vez pintou ruído numa foto! Aninha, eu juro que num fui eu que colocou isso aí, tem alguem querendo me complicar.
Isso, xô “sujeira”, me deixe em paz! Ana é bastante ciumenta. Aliásm não sei porque, eu nunca faço nada!
Enquanto isso uma chuva desfila lentamente ao largo.
Uma outra parte da gauchada prefere observar tudo de camarote, postados nas escadarias e na “cucuruta” do Gasômetro.
Esta postagem foi longa, né? É porque estou remanchando antes de criar coragem para colocar tudo de volta no carro novamente. Juro que nunca mais lavo o carro até o final da viagem. ... Será?
Uruguay prepare-se, lá vou eu!
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