segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Ai, ai, ai, ai ... tá chegando a hora.

Nuestros hermanos não nos perdoam pela versão totalmente livre de Cielito Lindo. Acho que é inveja: a nossa letra é bem mais interessante que a deles. Mas vamos lá: faltam dois dias e a antena nova ainda não chegou, a roldana de subir o pneu de suporte ainda não foi adaptada, do limpador de faróis nem notícia, ainda tenho duas consultas médicas, falta completar os dólares necessários, visitar alguns amigos mais chegados para me despedir e desejar pessoalmente um feliz natal, tomar cerveja sem álcool com a Comodora Luzia Monteiro, ... tô sem tempo até para namorar Ana, que perigo! Isto fora as idéias de última hora do tipo: colocar piso de ônibus no bagageiro para armar uma barraca e, consequentemente, arranjar uma barraca que caiba no espaço, analisar prós e contras de levar um rádio por satélite... Prá completar só ontem soube que Helinho tem um irmão em Brasilia, o Ivan, que conhece o Atacama como a palma da mão, mas não vou ter mais tempo de sugar idéias ... Por último Marcilio quebrou um dente no final de semana e tem que ir a Recife pra dar um jeito. E agora, além da queda, coice: me disseram que a nova Chefe marcou uma reunião prá Quinta Feira! Mas logo na Quinta Feira, Chefinha? É a primeira reunião da sua gestão. Terias peito pra faltar? ... Eu não! Resultado: vou ter que atrasar a partida algumas horas. Arghhhhhhhh!!!!
Peraí, convenhamos, é muita provação prá tico-e-teco suportar. Sabe de uma coisa? R - e - l - a - x - a, tou viajando prá curtir e a pré-viagem tem que fazer parte deste prazer! Tô certo?

Prá relaxar mesmo só assumindo a postura de lótus, mirar esta belissima foto (by Cassio Murilo) do sol nascendo na ponta do Cabo Branco e cantar o mantra: ôôôôôôôôôôôôô.
Aqui o sol nasce primeiro.

2 comentários:

  1. Boa viagem meu bebezinho, em 2010 estaremos juntinhos novamente. Te amo muito.
    Ana (luz da sua vida)

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  2. Não te quero senão porque te quero,
    e de querer-te a não te querer chego,
    e de esperar-te quando não te espero,
    passa o meu coração do frio ao fogo.
    Quero-te só porque a ti te quero,
    Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
    e a medida do meu amor viajante,
    é não te ver e amar-te,
    como um cego.

    Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
    seu raio cruel meu coração inteiro,
    roubando-me a chave do sossego,
    nesta história só eu me morro,
    e morrerei de amor porque te quero,
    porque te quero amor,
    a sangue e fogo.

    Pablo Neruda

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